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Responsável pelo comando do controle interno no governo, o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, ligado diretamente à Presidência da República, fez ontem duras críticas ao anteprojeto de Lei Orgânica da Administração Pública, que limita os poderes do Tribunal de Contas da União (TCU) na fiscalização de obras e serviços públicos.
A proposta — elaborada por um grupo de juristas — foi apresentada pelo Ministério do Planejamento para discussão. Hage disse que considera inaceitável a demonização dos órgãos de controle, que a proposta de lei contém equívocos conceituais e que a CGU é contrária à maioria de seus dispositivos.
— O capítulo de controle precisa ser profundamente alterado, tem coisas inaceitáveis. Propõe praticamente a eliminação do controle preventivo, quando, a nosso ver, a ideia é exatamente o contrário. O que estamos fazendo é ampliar o controle preventivo. O primeiro dever dos órgãos de controle interno é reagir preventivamente — disse o ministro ao GLOBO. — O projeto foi escrito por quem não tem vivência de controle.
Do Estadão
A defecção de sete dos oito presidentes da região amazônica convidados para o encontro de Manaus irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com desculpas variadas, a maior parte dos convidados frustrou um convite pessoal do presidente e revelou, na opinião do governo brasileiro, que não há nenhum interesse pelo tema “mudanças climáticas” na região.
A intenção era reunir os líderes da região para acertar uma posição comum sobre as mudanças climáticas e, principalmente, as compensações para se evitar o desmatamento da floresta amazônica, com o objetivo de levar uma posição comum para a Conferência Mundial sobre o Clima, em Copenhague, no próximo mês. O texto ainda sairá, mas a omissão dos presidentes mostra que a força do que será dito é pouca.
Apesar do Brasil não precisar de apoio da região para defender suas posições em Copenhague, a ausência de praticamente todos os presidentes convidados – apenas Bharrat Jagdeo, da Guiana, e Nicolas Sarkozy, da França, decidiram comparecer – deixou Lula em uma situação constrangedora.
Começou a ser veiculada nesta quinta-feira (26), em emissoras de rádio do país, a publicidade de uma marca de papéis higiênicos que usa uma imitação da voz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os criadores apostaram no humor com referências ao PAC e à ministra Dilma Rouseff para anunciar uma embalagem econômica do produto.
Criada pela agência de publicidade DPZ, a peça foi desenvolvida para a marca Neve. Nela, o humorista Beto Hora imita a voz do presidente Lula para divulgar o novo ‘Pack’ de produtos da marca. Em inglês, pack também significa “embalagem”. A sonoridade da palavra lembra o nome de um dos principais projetos do governo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Na gravação, a “voz” de Lula diz que vai falar do pack “que vai trazer mais economia para os brasileiros” e que vai chamar a ministra “que é a maior responsável por esse sucesso”. “Ué, cadê a ministra?”, diz o “presidente”, que é seguido por uma voz feminina que grita ao fundo: “Alfredooooo”, referindo-se ao mordomo que sempre marcou as propagandas da marca de papel higiênico.
Está marcada para esta sexta-feira (27), em Paranaguá, a realização da 1.ª Conferência Regional das Cidades. O encontro vai reunir os 112 delegados eleitos (66 efetivos e 66 suplentes) nas conferências municipais das cidades dos sete municípios que compõem a Região Litoral do Paraná.
Com o tema “Avanços, dificuldades e desafios na implementação da política de desenvolvimento urbano”, e o lema, “Cidades para todos com gestão democrática, participativa e controle social”, definido no regimento da 4.ª Conferência Nacional das Cidades, os municípios de Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná discutirão os assuntos da política de desenvolvimento urbano destacados nas suas conferências municipais.
O Banco Central do Brasil abriu nesta quinta-feira (26) as inscrições para 500 vagas – 150 para técnico e 350 para analista, cujos salários são, respectivamente, de R$ 4.896,25 e R$ 12.413,65 (veja aqui os editais). Os salários passarão a R$ 4.917,28 e R$ 12.960,77 a partir de 1º de julho de 2010.
O cargo de técnico exige nível médio completo. Já para analista é exigido nível superior em qualquer área. Do total, 27 vagas são reservadas a candidatos portadores de deficiência.
Para o cargo de analista são seis áreas de atuação, que distinguem as disciplinas que serão cobradas nas provas específicas.
Já para o cargo de técnico são duas áreas de atuação: a área 1 envolve as disciplinas de fundamentos de contabilidade, fundamentos de gestão de pessoas e fundamentos de gestão de recursos materiais. Na área 2, as disciplinas são teoria e normas de segurança e legislação específica.
As inscrições devem ser feitas até as 23h59 de 16 de dezembro pelo site www.cesgranrio.org.br. A taxa de inscrição é de R$ 50 para nível médio e R$ 110 para nível superior.
No primeiro encontro dos dois principais partidos da base aliada após a eleição que renovou a cúpula petista, dirigentes do PMDB cobraram do PT a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para acertar os palanques nos Estados.
A principal queixa foi em relação a Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, onde a corrente majoritária do PT rachou e tem dois pré-candidatos à sucessão do governador Aécio Neves (PSDB) desafiando o ministro das Comunicações, Hélio Costa, postulante do PMDB.
O outro nó difícil de desamarrar para a parceria sair do papel está no Rio. Lá, o governador Sérgio Cabral (PMDB) exige apoio à sua reeleição para entrar na campanha de Dilma ao Palácio do Planalto, mas fatia considerável do PT quer no páreo o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Há percalços também para a montagem de chapas em mais cinco Estados: Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Ceará.
“A partir de agora vamos fazer política 24 horas por dia para resolver esses impasses”, afirmou o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, que venceu a disputa interna no primeiro turno, com 58% dos votos. Na lista dos casos considerados “perdidos” para a aliança estão Estados importantes, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pernambuco.
O governo conseguiu ontem duas vitórias para administrar recursos dos orçamentos da União de 2009 e de 2010, ano eleitoral. De um lado, aprovou na Comissão Mista de Orçamento alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (a LDO) de 2010, ampliando de R$ 22,5 bilhões para R$ 29,8 bilhões o valor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que poderá ser abatido do superávit primário de 2010.
A manobra, dada como certa pelo governo nas previsões orçamentárias, foi incluir o programa Minha Casa, Minha Vida, no valor de R$ 7,3 bilhões, no PAC.
Com essa inclusão, o governo pode reduzir o rigor fiscal e liberar igual montante para investimentos, ou para gastar. Na prática, essa manobra libera mais recursos para gastar. Além disso, o Congresso aprovou ontem, em sessão no plenário, créditos adicionais ao Orçamento de 2009 no valor de R$ 1,3 bilhão.
O relator de receitas do Orçamento da União, senador Romero Jucá (PMDB-RR), já havia considerado em seu relatório a ampliação do montante do PAC. Já contando com a folga, o relator-geral do Orçamento, deputado Geraldo Magela (PT-DF), usou parte dos recursos para elevar para R$ 12,5 milhões as emendas individuais de parlamentares ao Orçamento de 2010.
O senador Alvaro Dias lamentou, em pronunciamento nesta quarta-feira (25), que a imprensa não tenha dado destaque à medida adotada por partidos de oposição de protolocar 18 representações, na Procuradora Geral da República, “contra irregularidades, ilicitudes e corrupção cometidas pela atual gestão da Petrobras”. As representações foram protocoladas na terça-feira (24).
- Se estivéssemos em qualquer outro país civilizado do mundo, o fato provocaria um enorme impacto e seria estarrecedor. No Brasil, a corrupção foi banalizada de tal modo que nada acontece, não há surpresa, aceita-se tudo passivamente e nenhuma reação visível se apresenta – lamentou o senador.
Alvaro Dias anunciou que novas representações poderão ser protocoladas nos próximos dias, com base em “outros indícios de corrupção” na Petrobras. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, criada para investigar as denúncias contra a empresa, poderia, na opinião do senador, auxiliar nos trabalhos do Ministério Público, mas “foi manipulada pelo governo, para impedir a investigação”.
- A CPI se prestou apenas, durante o período em que funcionou, para que autoridades do governo fizessem narrativas técnicas e conceituais, passando ao largo das denúncias existentes. Portanto, não foi CPI, foi encenação, foi uma farsa. Daí a razão para termos dela nos retirado, e a adoção da estratégica de encaminhar [as denúncias] ao Ministério Público – explicou Alvaro Dias.
Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgada hoje (25), mostra que a crise econômica mundial prejudicou a capacidade de algumas prefeituras pagarem em dia o 13º salário de seus servidores. Segundo o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, ao afetar o setor produtivo e, consequentemente, a arrecadação de impostos, a crise interrompeu uma trajetória de redução da inadimplência do benefício pago a mais de 5 milhões de servidores municipais.
Dos 5.131 municípios pesquisados (92% do total de cidades brasileiras), 61,7% optaram por pagar o 13º salário em apenas uma parcela, o que pode ser feito até o dia 20 de dezembro. Desses, 4,8% declararam que terão dificuldades para honrar o compromisso em dia. Nos últimos anos, esse percentual vinha caindo progressivamente: 24,5% (2003), 10,1% (2005), 9,6% (2006), 2,9% (2007) e 1,1% (2008).
Já o restante das prefeituras (38,3%) preferiu pagar o benefício em duas parcelas, sendo que a primeira delas deveria ter sido efetuada até o último dia 20, o que foi feito em apenas 85,6% das cidades. Nesse mesmo período do ano passado, o percentual já atingia 92,1%. Enquanto em 2008, apenas 0,4% afirmavam não ter condições de pagar o adicional dentro dos prazos estipulados por lei, este ano o percentual subiu para 1,8%. Em 2003, esse índice chegava a 20,3%. Daí em diante, ele também foi caindo: 2,8% (2005), 1,8% (206) e 1,1% (2007).
Uma comissão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começa nesta quarta-feira (25) a se reunir em busca de soluções para evitar que o Brasil passe por um “caladão”. A palavra foi usada pelo próprio presidente da agência, Ronaldo Sardemberg, para se referir à possibilidade de o sistema telefônico do país passar por uma pane semelhante à que recentemente afetou o sistema elétrico.
“Há muita informação ou desinformação sobre a perspectiva de um apagão no setor. Seria um caladão. Isso tem me preocupado muito e estou tomando as providências”, afirmou o presidente da Anatel em palestra para empresários da área de telecomunicações, em Brasília.
O DEM, o PSDB e o PPS vão usar as pesquisas de intenção de voto para constranger o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e pressioná-lo a definir a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto o mais cedo possível. Ontem, no almoço em que a cúpula dos três partidos dividiram a mesa, o senador Sérgio Guerra (PE), que comanda os tucanos, e o deputado Rodrigo Maia (RJ), que preside o DEM, previram Serra em queda contínua, contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em ascensão constante.
“É melhor assumir logo isso”, aconselhou Maia, diante da observação geral de que a pré-candidata petista crescerá ainda mais com a exposição no programa partidário do PT em cadeia nacional de rádio e TV, marcado para 10 de dezembro.
“Não é fácil manter candidatos que não se lançam, não fazem propaganda e respeitam a lei”, declarou Guerra. Embora ninguém tenha descartado o governador de Minas, Aécio Neves, como alternativa da oposição na corrida presidencial, o alvo das cobranças é Serra, porque ele é quem mais resiste a assumir logo a condição de pré-candidato e por liderar as pesquisas eleitorais.

Congresso em Foco
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta terça-feira (24) que o governo dará mais prazo para que os produtores rurais legalizem ambientalmente suas propriedades. Segundo Minc, o presidente Lula irá editar um decreto presidencial nos próximos dias, estabelecendo um novo prazo para a vigência do decreto de crimes ambientais, que torna mais rigorosas as punições para os que desmataram fora dos percentuais estabelecidos por lei.
A ampliação do prazo não tinha sido confirmada pelo governo até o momento. O decreto – que será prorrogado pelo segundo ano – passaria a valer a partir do dia 11 de dezembro. Pela norma, os proprietários de terra deveriam averbar (registrar) a área que corresponderia à reserva legal (área da propriedade a ser preservada). Os que não tivessem averbado essa área até a data estabelecida poderiam ser notificados e o prazo de multa começaria a correr, até que a situação fosse regularizada.
O ministro não adiantou em quanto o governo irá prorrogar o prazo, mas garantiu que o presidente Lula estuda uma nova data. “Vamos dar um prazo maior para isso. O presidente arbitrará. O que exatamente será o alcance dessa deliberação e a natureza dos atos, eu confesso que eu não tenho esse detalhe, porque isso é privativo do presidente da República. (…) O prazo será ampliado e o presidente Lula vai definir”, disse.
Os presidentes dos diretórios do PMDB do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registram na próxima terça-feira (1º de dezembro) em Brasília, a pré-candidatura do governador do Paraná, Roberto Requião, à Presidência da República. O partido vai definir sua participação no pleito presidencial em convenção nacional que será realizada de 10 a 30 de junho de 2010.
O presidente do PMDB do Paraná, deputado Waldyr Pugliesi, levará ainda a moção de apoio à candidatura de Requião, assinada por lideranças de 15 diretórios estaduais no Encontro Nacional de Lideranças do PMDB realizado no último sábado (21) em Curitiba.
Pugliesi e os presidentes do PMDB de Santa Catarina (Eduardo Moreira) e do Rio Grande do Sul (Pedro Simon) vão apresentar a pré-candidatura de Requião à presidente nacional do PMDB, deputada Íris de Araújo (PMDB-GO) e ao presidente licenciado, deputado Michel Temer (PMDB-SP).
“Vamos oficializar a pré-candidatura do companheiro Requião e queremos que eles tratem esta questão com a atenção que merece. Que a direção nacional do PMDB promova um amplo debate em cada estado sobre o programade governo”, disse Pugliesi.