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O presidente do DEM, Rodrigo Maia, disse que o seu partido não irá aceitar indicação do PSDB para a vaga de vice na chapa do presidenciável José Serra (PSDB), qualquer que seja ela. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse à Folha que está consultando os partidos da aliança sobre o nome do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Segundo Maia, a única opção que o DEM aceita no PSDB é o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, fora ele, o nome deve sair do DEM. Maia aconselhou o PSDB a resolver o problema da aliança no Paraná, que seria contornado com a indicação de Dias para a vice de Serra, indicando o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para disputar o Senado e dando a vaga de candidato ao governo do Paraná para Osmar Dias (PDT).
“Eles podem resolver o problema do Paraná entre eles. Não controlaram o Beto e agora querem usar a aliança nacional para resolver? O problema do Serra está no Sudeste e no Nordeste, saíram duas pesquisas. Será que eles não entenderam isso?”, perguntou Maia. Para complementar: “Se eles querem abrir mão, que abram no Paraná com o braço deles e não com o meu.”
Pelo Twitter, o vice-presidente democrata, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que defenderá o cancelamento da aliança entre PSDB e DEM.
“Com um aliado desse, o Democratas não precisa de inimigo”, disse.
Segundo ele, o partido ficou sabendo da escolha de Alvaro Dias pelo Twitter e chamou a opção de “golpe”. “Tudo que os adversários queriam era isso, essa atitude inconsequente de tirar a vice do Democratas”, completou.
(Da Folha)
Senador tucano afirmou, no entanto, que isso depende de partidos aliados.
Segundo ele, PPS e PTB já foram consultados; falta confirmação do DEM.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse nesta sexta-feira (25) que foi “convocado” para ser o candidato a vice do tucano José Serra na chapa para a Presidência da República.
“Há uma convocação. Foi dessa forma que o fato me foi transmitido hoje de manhã em São Paulo. Eu, para contribuir, não vou de forma nenhuma fugir a essa responsabilidade. Aceito sim. É uma honra, inclusive, ser vice do Serra pelo seu talento, pela sua competência política, capacidade administrativa”, afirmou, ao desembarcar em Mato Grosso, onde participará da convenção estadual do PSDB no sábado (26). Segundo ele, a convocação é “irrecusável”.
Dias afirmou, no entanto, que a confirmação de seu nome na chapa depende de conversas com os partidos aliados. Ele afirmou que, quando saiu de São Paulo, já haviam sido feitas consultas ao PPS e ao PTB e que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), havia ficado encarregado de conversar com o Democratas, partido aliado dos tucanos que reivindica a vaga de vice.
Questionado sobre a possibilidade de os democratas não aceitarem ceder o posto e romperem a aliança com o PSDB, o senador disse que esse risco não existe e acrescentou: “Se o DEM tiver que sair, saio eu”.
Do portal G1
O senador Osmar Dias (PDT-PR), disse nesta sexta-feira, 25, que foi pego de surpresa pelas notícias de que o irmão dele, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), teria sido escolhido pelo PSDB para ser candidato a vice-presidente na chapa capitaneada por José Serra. Segundo Osmar Dias, nem os dirigentes do PSDB, nem Álvaro Dias lhe telefonaram para confirmar a escolha.
Osmar Dias estava indo ao encontro do governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), para discutir detalhes sobre a aliança que eles estão construindo no Estado. Pelo acordo que está sendo costurado, Osmar Dias seria candidato ao governo do Estado com o apoio do PT e do PMDB, que indicaria o candidato a vice na chapa dele.
O senador do PDT afirmou, porém, que existe um acordo com o irmão de nunca disputarem entre si na política. Assim, se confirmada a indicação de Álvaro Dias para compor chapa com José Serra, Osmar Dias admite rever o acordo em construção com PT e PMDB.
(Do blog Política em Debate)
Caso seja confirmada a candidatura do senador Osmar Dias, as eleições para governador no Paraná serão disputadas por seis candidatos:
- Osmar Dias – PDT/PSC/PR/PMDB/PT/PC do B/PV
- Beto Richa – PSDB/PSB/PP/DEM/PTB/PPS/PMN
- Avanilson Araújo (PSTU)
- Paulo Salamuni (PV)
- Luiz Felipe Bergmann (PSOL)
- Robison Luiz Cordeiro de Paula (PRTB)
Pode acontecer nesta sexta-feira a entrevista coletiva do senador Osmar Dias quando se espera o anuncio oficial de sua candidatura ao governo do Estado. Anunciada para esta quinta-feira, a entrevista foi adiada a pedido do governador Orlando Pessuti, que queria uma reunião para “amarrar” a aliança.
Osmar voltou a Curitiba nesta quinta-feira e deveria se encontrar à noite com o governador Orlando Pessuti.
O próprio senador confirmou a informação em seu twitter.
– Atendendo a uma recomendação do @pessuti, primeiro iremos finalizar os termos do provável acordo partidário. Somente se tudo der certo, faremos o anúncio a todos, disse.

Prossegue a interminável novela. A entrevista coletiva que teria sido agendada para hoje, para que Osmar Dias anunciasse sua candidatura ao governo do estado, não está confirmada. A direção do PDT garantiu agora pela manhã que por enquanto não há qualquer coletiva marcada e que o Hotel Bourbon foi reservado apenas para um encontro entre os pré-candidatos do partido.
Osmar está retornando de Brasília, e hoje em Curitiba, aguarda-se mais um capítulo da novela
O senador Osmar Dias (PDT) vai conceder entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (24), no Hotel Bourbon, em Curitiba, para anunciar a candidatura dele ao Palácio Iguaçu.
Osmar acabou aceitando que o governador Orlando Pessuti (PMDB) indique a vice na chapa dele, portanto, a petista Gleisi Hoffmann e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) serão companheiros na disputa pelas duas vagas ao Senado.
O senador chega hoje no início da tarde a Curitiba com um compromisso já agendado: vai direto para o Palácio das Araucárias para um encontro com o governador Orlando Pessuti. Dois assuntos constam da pauta. O principal é o agradecimento que Osmar pretende fazer ao governador pelo “gesto de grandeza” de abdicar da própria candidatura em favor da sua. O segundo é arrematar as conversações em torno da escolha do vice – um nome do PMDB – a ser definido por Pessuti
Informações de Brasília davam contam que o senador Osmar Dias não atendeu ao apelo de seu irmão, Alvaro Dias, para retardar sua decisão até a definição do nome que irá compor a chapa do presidenciável tucano José Serra. Alvaro teria sido convidado pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, que pediu tempo para o anúncio oficial já que teria que “acalmar os ânimos” dos democratas.
Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta (23) em Brasília mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 40% e o candidato do PSDB, José Serra, com 35% na corrida eleitoral pela Presidência da República. Marina Silva (PV) tem 9% das intenções de voto, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O cenário da pesquisa que apresentou esses resultados é o que inclui somente Dilma, Serra e Marina. No cenário que reúne12 candidatos, Dilma aparece com 38,2%, Serra, 32,3% e Marina, 7%.
É a primeira vez que Dilma aparece à frente de Serra numa pesquisa de intenção de voto para presidente. Na pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março, Serra tinha 38%, Dilma, 33% e Marina, 8%. No início de junho, outro levantamento do Ibope, divulgado no último dia 5 e feito por encomenda da TV Globo e do jornal “O Estado de S.Paulo”, Dilma e Serra apareciam empatados com 37% das intenções de voto. Marina Silva acumulava 9%.
Na simulação de segundo turno, Dilma teria 45% e Serra, 38%, segundo o Ibope. Na hipótese de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 53% a 19%. Serra ganharia de Marina por 49% a 22%.
O senador Osmar Dias teria decidido enfim, na noite desta terça-feira, em Brasília, que disputará o governo do estado. É o que informam deputados federais do PT e do PMDB.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou à noite a parlamentares paranaenses que “Osmar está pronto para guerra eleitoral rumo ao Palácio Iguaçu”.
Pelo acordo do PDT com PT e PMDB caberá a Orlando Pessuti indicar o candidato a vice de Osmar Dias.
Para o Senado, serão candidatos da coligação o ex-governador Roberto Requião e Gleisi Hoffmann.
A coligação na proporcional ainda não está resolvida, mas a tendência é que seja montado um “chapão” com PMDB, PT e PDT.
Terminou sem acordo o encontro em Brasília, que reuniu representantes do PT, PMDB e PDT. A coligação entre os três partidos em torno da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo estadual nas próximas eleições não foi fechada, mas também ainda não está descartada. Permanece o impasse em torno de alguns pontos como a exigência de Osmar para que Gleisi Hoffmann seja sua candidata a vice. O PT não abre mão de ter Gleisi na disputa pelo Senado. Há também a exigência de Orlando Pessuti (PMDB) de só desistir da candidatura ao governo caso possa indicar o vice de Osmar, entre outros pedidos.
Além de Osmar Dias, participaram do encontro os presidentes dos diretórios nacionais e estaduais das três legendas, o governador Pessuti, a petista Gleisi Hoffmann, além de deputados federais e estaduais.
A única certeza das duas reuniões do grupo, a de hoje e a realizada ontem à noite, é que o PDT do Paraná não vai se coligar com o PSDB de Beto Richa. O presidente nacional do PDT, ministro Carlos Lupi, foi categórico ao afirmar que não há nenhuma possibilidade do partido se unir a uma chapa que apóia José Serra para a Presidência, já que nacionalmente pedetistas fecharam acordo com o PT de Dilma Rousseff.
(Com informações da Banda B)
A exigência imposta pelo senador Osmar Dias de ter a petista Gleisi Hoffmann como candidata a vice-governadora continua sendo o principal empecilho para a formação da aliança entre PDT, PT e PMDB no Paraná. Após duas horas e meia de negociação, que acabou às 23h30 de ontem, a antiga reivindicação de Osmar impediu a formalização de um acordo, mas as conversas serão retomadas hoje, às 11h30 na sede nacional do PT, em Brasília. Ele garantiu que, após o encontro, anunciará se será candidato a governador ou ao Senado.
Durante a reunião de ontem, o governador Orlando Pessuti (PMDB) admitiu não se candidatar e apoiar Osmar. Fez, contudo, uma série de objeções. Quer o direito de indicar o vice, mais uma coligação entre os partidos nas eleições proporcionais. Já o PT não abriu mão de ter Gleisi como candidata ao Senado.
Participaram da reunião Osmar, Pessuti e os presidentes estaduais e nacionais dos três partidos – Michel Temer (PMDB), José Eduardo Dutra (PT) e Carlos Lupi (PDT). O acordo também mobilizou figurões da política nacional, como o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Apesar do ar de indefinição, um fato ficou claro – a direção nacional do PDT não deixará que Osmar seja candidato ao Senado apoiando o candidato a presidente do PSDB, José Serra.
Confira abaixo o que foi dito após o encontro:
Osmar Dias
“Eu fiz a mesma proposta que tenho feito desde um ano atrás, repetidas vezes, sem nenhuma surpresa, que é a composição de uma chapa da candidata Gleisi como vice.
“Essa é uma questão que agora será analisada. O PMDB também tem o interesse de reivindicar esse vice.”
“Ninguém pode dizer que não sabia disso. Eu sempre coloquei como proposta clara, na mesa.
“Eu estou colocando isso há um ano. Não mudei uma vírgula.”
“Amanhã (hoje) sai uma resposta definitiva.”
Orlando Pessuti
“Estamos tentando construir uma campanha de entendimento entre todos os partidos aliados.”
“Até que não tenha nenhum entendimento, todos são candidatos. Só retiro a hora que tiver entendimento.”
“Disse que abriria mão se houvesse um entendimento, que depende de uma série de fatores, como coligações nas proporcionais, do acerto da vice-governadoria.”
Carlos Lupi, presidente do PDT
“Está avançando bem e terminamos amanhã. Detalhes, fechamentos dos nomes das chapas. Eu penso que o Osmar quer ser candidato a governador e ele quer construir uma aliança que dê, para ele, condições para ganhar a eleição.
“Ele (Pessuti) disse que abriria mão para o Osmar ser candidato. A reivindicação dele é a composição da chapa.”
“O senador Osmar Dias fará a campanha da ministra Dilma Rousseff. Isso eu lhe dou absoluta segurança.”
“Ele vai fazer a campanha da Dilma porque é uma decisão partidária e ele é um homem de partido.”
(Da Gazeta do Povo)

O governador Orlando Pessuti embarcou para Brasília por volta das 14 horas desta segunda-feira, onde negociará os rumos da coligação PMDB/PDT e PT para as eleições de outubro.
Viajou acompanhado dos deputados estaduais Valdir Pugliesi, Caito Quintana e do federal Rodrigo Rocha Loures.
O Tribunal de Justiça do Paraná, atendendo representação do Ministério Público, decidiu o óbvio: não pode haver nepotismo no Tribunal de Contas. Ora, óbvio porque a tese do processo, que teve início em 2007, é matéria vencida, com a Súmula do STF, baixada em 2009, que estabeleceu que o emprego de parentes até o terceiro grau não é permitido em todas as áreas do Poder Público.
Logo, a recente decisão da justiça paranaense era totalmente desnecessária. “Choveu no molhado”, como se costuma dizer. Demais disso, é transparente, como afirma a direção do TC, que não existe qualquer nomeação no Tribunal de Contas, que afronte a Súmula do STF, pois o órgão está atuando absolutamente dentro da lei e das normas jurídicas.
A propósito, a respeito desse assunto, pouco se tem comentado que não há nepotismo, portanto não há proibição legal quando o cargo comissionado é ocupado por funcionário efetivo, concursado, ainda que seja parente, até terceiro grau, de qualquer componente da esfera administrativa pública a que pertence.
A Justiça ainda terá que julgar outras representações do MPE contra os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. As decisões, evidentemente, terão que ser a mesma dada ao TC e valerão a mesma coisa: nada. Pois, como afirmado, é matéria vencida. Serve apenas como manchetes contra os Poderes constituídos, que nada contribuem para o fortalecimento da democracia. Bom seria que o próprio MP, que cumpriu seu dever constitucional, ao representar, em defesa da sociedade, quando o tema não era pacífico, desistisse das demais ações.
Está definitivamente decidido, pelo Supremo Tribunal Federal: nepotismo, na Administração Pública, nunca mais.