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O candidato ao governo Osmar Dias (PDT) reiterou, em um discurso emocionante na Boca Maldita, em Curitiba, o compromisso de governar para as famílias. “Quero ser governador do Paraná não para agradar meia dúzia de empresários, mas para cuidar das nossas famílias”, acentuou.
Ele começou o discurso recorrendo ao cumprimento petista “companheiros e companheiras” e chegou a brincar que demorou para aprender a expressão, assim como demorou para aceitar a aliança com o partido do presidente. “Demorei, aprendi e agora não quero mais esquecer”, disse, arrancado aplausos no público e no palanque.
“Há um ano e meio, Lula me pediu para ser candidato. Na época eu perguntei o motivo. Obtive a resposta quando presenciei uma menina abordar o presidente e dizer `Eu vivi na rua até 12 anos de idade, hoje eu faço psicologia porque o governo me deu o Prouni`. O presidente chorou.”, continuou Osmar, observando que o presidente “é chorão”.
Osmar disse que se convenceu a disputar o governo do Paraná apoiado pelo presidente quando Lula relacionou os 13 motivos da campanha de Dilma Rousseff a presidente. Segundo ele, só o primeiro ponto é suficiente para justificar sua decisão: “O governo Lula tirou da miséria absoluta 24 milhões de pessoas e possibilitou a ascensão social de 31 milhões de brasileiros. É um governo que ofereceu oportunidades para os mais pobres mudarem de vida e, muito mais que isso, um governo que construiu um novo Brasil”.
No governo do Paraná, Osmar reiterou que continuará o trabalho iniciado há quatro anos, sem esquecer de salientar que a aliança também com o PMDB só foi possível com a desistência do atual governador, Orlando Pessuti, em concorrer.
“Só foi possível a gente fazer essa grande união porque o Pessutão tem um coração grande e abriu mão de sua candidatura”, disse.
“Vamos continuar o trabalho iniciado há quatro anos. Não queremos voltar aos tempos em que empresas publicam eram vendidas. Isso não vai acontecer em nosso governo. Vamos cumprir nosso compromisso de fortalecer o que é público”, defendeu.
Gleisi quer apoiar Dilma no Congresso
Durante o comício, a população vibrou no discurso de Gleisi Hoffmann. Ela disse ser uma alegria poder participar do evento que conta com o apoio e o entusiasmo da população. “Eu quero ser senadora para defender a política econômica do presidente Lula, o homem que gerou 15 milhões de empregos e mudou a vida dos brasileiros”, afirmou.
Gleisi lembrou algumas das conquistas que Dilma trouxe ao Brasil enquanto ministra e destacou a competência da candidata para ser a sucessora de Lula. “Dilma é uma mulher forte e determinada, mas ao mesmo tempo, é sensível e tem coração de mãe. Junto a ela, quero defender muitos projetos, especialmente voltados aos direitos das mulheres e ao combate ao tráfico de drogas”.
Requião lembra afinidade histórica com Osmar
“Osmar Dias e eu fomos aliados em prol do trabalhador e do Paraná inúmeras vezes”, disse.
O candidato ao senado pela coligação A União Faz Um Novo Amanhã, Roberto Requião (PMDB), aproveitou a “conversa” com os paranaenses no comício da Boca Maldita, na manhã deste sábado (31), para lembrar sua afinidade e convivência política com Osmar Dias. Em resposta direta aos que questionam a aliança com o adversário no pleito anterior, lembrou que antes disso eles foram aliados em prol do trabalhador e do Paraná inúmeras vezes.
“A vida não começou nem terminou na última eleição. Osmar Dias foi o coordenador da minha primeira campanha para governador, foi meu secretário da Agricultura e parceiro na campanha ao senado, onde, por 8 anos jogamos juntos na defesa dos interesses do povo paranaense”, disse.
Para ele, Osmar é hoje a esperança de que o passado não volte. “Para que não ressurjam os que querem privatizar a Copel e Sanepar, os agentes do atraso, da bandalheira e da falta de compostura na administração pública do nosso estado. O Osmar é o candidato para frente, como a Dilma é a garantia da continuidade dos projetos nacionais”, exemplificou.
Dilma:”Vamos vencer o medo com as realizações do governo Lula”
Dilma começou seu discurso com uma lembrança. Foi ali, na Boca Maldita, que os paranaenses ousaram ser livres e corajosos durante a ditadura militar. “Quando a mordaça caiu sobre o Brasil, aqui se ouviram vozes de homens e mulheres lutando pela democracia. Aqui é o espaço em que as pessoas demonstraram que são corajosas quando estão do lado correto”, afirmou Dilma.
A candidata lamentou que os adversários recorram ao medo para compensar a falta de projeto. Segundo Dilma, foi assim em 2002, na primeira eleição do presidente Lula. Em 2010, não está sendo diferente.
“Temos de repudiar aqueles que diante da primeira ameaça, da possibilidade de perderem seus privilégios, ameaçam com o medo. E tentam transformar o medo não apenas numa forma rebaixada e desqualificada de fazer política, mas para substituir a ausência de projeto”, disse a candidata.
Ela acrescentou: “Chegaram a dizer que o Brasil ia parar se o presidente Lula fosse eleito. Naquela época, a esperança venceu o medo. Hoje, nós vamos vencer o medo com as realizações do governo Lula.”
Lula: “Povo do Paraná, vote no companheiro Osmar”
Lula subiu ao palco às 12h25, cumprimentou as lideranças presentes e o público. “Desde 82 será a primeira vez que meu nome não estará numa cédula para disputar uma eleição majoritária no país. Acabou”, disse. Lula falou sobre a reforma política e que brigará por ela após seu mandato. “Não era minha obrigação como presidente trabalhar a reforma política. Mas agora como cidadão, filiado ao PT, pode ficar certo que faremos a reforma política no país”.
Sobre a aliança com Osmar, Lula disse que as negociações para a aliança foram difíceis e retribuiu a brincadeira do pedetista. “E agora eu vou dizer: povo do Paraná, vote no companheiro Osmar para governador. Bem estamos quites. Sem mágoas”, disse.

“Vamos escolher o melhor. E o melhor é Dilma Rousseff, Osmar Dias, Roberto Requião e Gleisi Hoffmann”, afirmou na noite desta sexta-feira (30) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os candidatos à presidência, governo do Paraná e ao Senado, durante encontro em Curitiba com 600 empresários e representantes de sindicatos patronais realizado na sede da Federação das Indústrias do Paraná.
Lula chegou à capital para apoiar a candidatura de Osmar Dias, da coligação A União Faz Um Novo Amanhã. A chapa PDT – PMDB – PT – PSC -PR e PC do B foi articulada pelo próprio presidente. Sua maior preocupação era dar continuidade aos programas que o governo federal desenvolveu. Segundo Lula, são projetos que tiraram 24 milhões de brasileiros da miséria, distribuíram renda, impulsionaram o desenvolvimento, a indústria e o comércio, fomentaram a agricultura, ampliaram o crédito e aceleraram processos de modernização e desenvolvimento de tecnologia.
“Conversei com Osmar Dias para ser candidato, que convidou o Rodrigo Rocha Loures. Articulei o apoio do PMDB de Requião. Trabalhei para apoiarem o PT, com a Gleisi. E tivemos o apoio do governador Orlando Pessuti (PMDB). Isso porque um país que conheceu todo o crescimento que alcançamos não pode parar”, afirmou o presidente, que foi muito aplaudido pelo público.
Com um discurso moldado para o empresariado, Lula defendeu a carga tributária do país para a formação de um Estado forte, até mesmo para proteger a economia no momento das crises econômicas. “O governo abandonou a ideia do Consenso de Washington [o liberalismo], de que os mercados resolvem tudo e o governo não serve para nada. A crise veio e quem tinha esse pensamento não soube como sair da crise, o Brasil soube”, afirmou.
Osmar lembrou que o PDT apóia o governo de Lula desde sua reeleição e garantiu a continuidade dos programas de governo, que estão alinhados às suas propostas de políticas estaduais. “Estamos apoiando o projeto deste governo, o projeto de Dilma, que muda o Paraná para melhor”, afirmou.
Durante o evento, que faz parte do ciclo de debate promovido pela Fiep com os presidenciáveis, os empresários entregaram a Dilma e Lula o Plano Estadual de Logística e Transporte do Paraná (PELT 2020). O documento aponta os principais gargalos da área de transportes do estado e lista os projetos prioritários para resolver esses problemas. O candidato ao governo Osmar Dias (PDT), apoiado por Lula e Dilma, também esteve no evento e recebeu o material.
Dilma: Só a Educação garante mão de obra qualificada e inovação tecnológica
A candidata Dilma Rousseff afirmou que o futuro do Brasil depende de uma educação de qualidade, com professores bem pagos e alunos bem avaliados. Sem isso, afirmou, não haverá inovação tecnológica ou mão de obra qualificada.
“O Brasil agora é o país da oportunidade, mas nós precisamos de profissionais capacitados. E para que possamos dar um salto em direção a um país desenvolvido, nós precisamos de educação. Precisamos ter clareza que a redução da desigualdade também se dá pela ampliação das oportunidades”, afirmou Dilma, sob o olhar atento do presidente Lula, que também participou do encontro com empresários.
A candidata defendeu ainda o aprofundamento das avaliações dos alunos para garantir a qualidade da educação básica. “A progressão continuada significa pura e simplesmente que você passa o aluno sem avaliar as necessidades do aluno. Temos de aprofundar as avaliações”, disse Dilma, acrescentando que manterá a política educacional do governo Lula, ampliando os investimentos em escolas técnicas.
“Um dos maiores orgulhos que eu terei de continuar é o ensino profissionalizante. Não viveremos um apagão de mão de obra”, afirmou, taxativa.
Para Dilma, o Brasil vive hoje um momento especial. Ficou para trás o tempo em que “a hora da virada” era sempre uma promessa. “Vocês sabem perfeitamente quantas vezes chegamos a acreditar e éramos interrompidos por uma queda na produção e no consumo, e uma crise se alastrava pela economia e pela sociedade. Mas o que esperávamos há muitos anos chegou e de forma estável. E isso nós devemos a uma pessoa: ao presidente Lula, que conduziu o país por uma era de prosperidade.”
A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera com cinco pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB), segundo pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada nesta sexta (30) pela TV Globo. De acordo com a pesquisa, Dilma tem 39% das intenções de voto; José Serra (PSDB), 34%; e Marina Silva (PV), 7%.
O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 174 municípios de segunda (26) a quinta (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 37% e 41%; José Serra, entre 32% e 36%; e Marina Silva, entre 5% e 9%.
Nos levantamentos anteriores do Ibope, Dilma tinha 37% na pesquisa de 31 de maio a 1 de junho; 38% na de 18 a 21 de junho; 36% na de 27 a 30 de junho; e 39% agora. Serra tinha 37%, passou a 32%, depois foi para 36% e agora para 34%. Marina tinha 9%, passou a 7%, foi a 8% e agora voltou para 7%.
Dentre os demais candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) -, nenhum alcançou 1% das intenções de voto. Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 7% e os que se disseram indecisos, 12%.
Segundo turno
Na simulação de um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, o Ibope apurou que a petista teria 46% (considerando a margem de erro, tem de 44% a 48%) e Serra, 40% (de 38% a 42%). Votariam nulo ou em branco 6% dos eleitores. Os que se disseram indecisos somam 8%.
O presidente Luis Inácio Lula da Silva estará em Curitiba neste sábado, dia 31, às 10 horas, para realizar comício a favor da candidatura de Osmar Dias. O evento ocorrerá na Boca Maldita com a presença da candidata a presidente Dilma Rousseff (PT), do governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), e dos candidatos ao senado pela chapa, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT).
A união dos partidos PDT – PMDB – PT – PSC -PR e PC do B em torno de Osmar Dias (PDT) para governador foi articulada com ajuda do próprio do presidente Lula. “ Construímos, acho eu, a aliança mais forte já feita para uma eleição no Paraná. E na hora em que não estávamos conseguindo, o Lula interferiu diretamente para que o Pessuti abrisse mão”, afirmou Osmar Dias.
A preocupação do presidente, lembrou Osmar, era pela continuidade das políticas que elevaram de classe, nos últimos oito anos, 32 milhões de pessoas. “Ele me pediu pra ser candidato defendendo os programas executados pelo Governo Federal no Paraná. Também cobrei apoio, e por isso ele virá a Curitiba”, disse o candidato.
Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores do Paraná (PT), Ênio Verri, o comício se tornará um marco da campanha eleitoral deste ano. “Será um momento histórico, estamos com uma forte articulação no interior para que todos prestigiem o evento. Não tenho dúvidas que será o maior evento desde as Diretas Já em Curitiba”, afirmou.
Um levantamento feito com informações disponíveis no sistema Economática revela que, de 2002 para cá, o valor de mercado da Copel cresceu mais que o da Cemig, empresa de energia de Minas Gerais. A valorização da Copel no mercado financeiro atingiu 401,68% no período, enquanto a variação da concessionária mineira chegou a 383,74%.
Conforme os números da Economática, o valor de mercado da Copel em 2002 era de R$ 2 bilhões 446 milhões, enquanto o da Cemig atingia R$ 4 bilhões 078 milhões. De acordo com o valor das ações de cada empresa no encerramento do pregão desta segunda-feira (26), o valor de mercado atual da Copel chega a R$ 9 bilhões 825 milhões e o da Cemig, R$ 15 bilhões 649 milhões.
A proporcionalidade dos valores para fins de comparação permite constatar que ao final de 2002, o valor de mercado da Cemig era 67% superior ao da Copel e, agora, essa relação é de 59%. “Isso desmistifica uma inverdade que andam apregoando”, afirma o presidente da companhia, Ronald Ravedutti. “O comparativo revela e deixa claro que a Copel, a partir de 2003, valorizou-se mais que a Cemig mesmo praticando tarifas bem menores, concedendo descontos aos consumidores pontuais no pagamento da conta de energia e desenvolvendo programas sociais de grande relevância para a inclusão social da população paranaense”.
Os votos na região Metropolitana de Curitiba nunca foram tão valorizados e disputados como na campanha deste ano, pelos dois principais candidatos ao governo, Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB). Na terça-feira à noite, o tucano esteve em Araucária, onde participou da inauguração de um comitê. Ontem foi a vez de Osmar, que visitou indústrias e se reuniu com empresários do mesmo município.
O esforço dos dois não é à toa, já que com quase um milhão de eleitores, os municípios da RMC podem ser decisivos em uma disputa polarizada como a de 2010 para o governo paranaense. É que enquanto Richa lidera as pesquisas com folga em Curitiba e municípios vizinhos, Osmar leva vantagem no interior do Estado. E é justamente na RMC que Osmar tem as maiores chances de “virar o jogo” sobre o tucano, já que é nesses municípios onde os programas do governo Lula – de quem o pedetista é aliado – como o Bolsa Família e o “Minha Casa, Minha Vida”, têm seu maior público.
De acordo com o Datafolha divulgado na semana passada, Richa tem 65% da intenções de voto na capital e nas cidades da região metropolitana, contra 22% de Osmar. No interior, Osmar lidera com 45%, contra 35% do tucano. Somente os 25 municípios da RMC – descontados os de Curitiba – concentra um eleitorado de 929.187 eleitores, segundo os dados da Justiça Eleitoral. Diante desse cenário, Richa briga para não perder terreno na RMC, enquanto Osmar luta para tirar a diferença do tucano na região, mantendo a vantagem que já tem no interior.
Essa estratégia fica evidente na agenda do candidato pedetista. Hoje, por exemplo, há dois dias do comício com o presidente Lula na Boca Maldita, Osmar tem programação de campanha em Adrianópolis, Tunas do Paraná, Bocaiúva do Sul, Quatro Barras e Colombo – todos municípios da RMC.
A pesquisa Vox Populi, divulgada pelo telejornal Band Cidade, revela que Beto Richa tem 42% das intenções de voto contra 37% de Osmar Dias.
O candidato do PV, Paulo Salamuni, tem 1%.
O levantamento, realizado entre os dias 17 e 20 de julho, indica também que 14% dos eleitores ainda estão indecisos.
Como a margem de erro é de 3%, a pesquisa sinaliza que há empate técnico.
Em pelo menos 13 tribunais do país, mais de 50% dos cargos comissionados — de livre nomeação por magistrados ou chefes de setor — são ocupados por funcionários que não têm qualquer vínculo com a administração pública ou com a Justiça. A situação fere normas do conselho, que fixou parâmetros para a lotação das vagas.
A resolução 88, editada em 8 de setembro de 2009, diz que pelo menos a metade dos cargos em comissão deve ser destinada aos servidores das carreiras judiciárias, ou seja, os concursados.
Mas, em alguns casos, a parcela ocupada por profissionais sem esse perfil chega a quase o total, o que dá margem a desvios de finalidade no uso das vagas. Há situações em que as legislações estaduais acobertam os apaniguados, mas, segundo o conselho, as regras podem ser questionadas, pois a Constituição diz que a preferência é dos chamados servidores efetivos.
Os exemplos mais críticos são o do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), onde o percentual de apaniguados chega a 92,3%, e o do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (91,07%). Em seguida, os TJs da Paraíba (85,9%), Espírito Santo (85,4%), Santa Catarina (82,9%), Tocantins (73,7%) e Paraná (71,9%).
Os relatórios mostram também que os comissionados, muitas vezes, estão em cargos que lhes são vedados. Além disso, os tribunais descumprem a carga horária exigida pelo CNJ.
Pela resolução, os nomeados por indicação só podem exercer atividades de chefia, direção e assessoramento. Contudo, em pelo menos dez tribunais eles estão em outros cargos, e não foram exonerados no prazo de 90 dias, como exige o texto.
De O Globo
O candidato do PDT ao governo do Estado, senador Osmar Dias, aposta na popularidade do presidente Lula (PT) para reverter a vantagem – apontada nas recentes pesquisas – do adversário Beto Richa (PSDB) na Grande Curitiba. O petista desembarca na noite desta sexta-feira na capital para reforçar a campanha do pedetista. O evento principal da visita de Lula será um comício na Boca Maldita, no sábado às 10 horas. Além de reunir lideranças de toda região e até mesmo do interior, os estrategistas da campanha de Osmar vão aproveitar o evento para fazer imagens do presidente que serão usadas na propaganda eleitoral gratuita – exibida a partir do próximo dia 7.
“Lula é o principal cabo eleitoral do país e a sua vinda vai ser um salto na nossa campanha. Já temos boa vantagem no interior e agora o Pessuti, prefeitos, centrais sindicais e nossos candidatos ao Senado vão começar a trabalhar em Curitiba e região metropolitana. Temos toda condição de virar o jogo aqui na capital”, afirma Osmar, que reconhece que a participação de Lula na campanha foi uma das condições impostas para que saísse candidato. “Ele me pediu pra ser candidato defendendo os programas executados pelo governo federal no Paraná. Também cobrei apoio, e por isso ele virá a Curitiba”.
O candidato a vice-governador, deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB), está encarregado de convidar todos os prefeitos do interior e litoral para o comício deste sábado. “O Paraná está todo sendo convidado. Queremos fazer uma grande festa para marcar a participação do presidente Lula na nossa campanha”, explica.
A organização da campanha trabalha com a perspectiva de reunir mais de 50 mil simpatizantes na Boca Maldita. A candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), confirma a importância da participação de Lula para construção da coligação. “O presidente Lula nos perguntava como não conseguíamos nos unir para defender um governo que todos falam que vem dando certo. Por um ano e meio buscamos a aliança, houve grande empatia entre nós e hoje temos essa coligação que será vitoriosa”, conta.
Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores do Paraná (PT), Ênio Verri, o comício se tornará um marco da campanha eleitoral deste ano. “Será um momento histórico, estamos com uma forte articulação no interior para que todos prestigiem o evento. Não tenho dúvidas que será o maior evento desde as Diretas Já em Curitiba”, afirmou.
(De Jornal do Estado)
O governador Orlando Pessuti é o terceiro governador melhor avaliado segundo o ranking mostrado pelo instituto Datafolha, em pesquisa encomendada pela Folha de São Paulo e pela TV Globo, divulgada nesta terça-feira (27).
Pessuti obteve média de 6,3 ficando atrás somente do governador de Pernambuco Eduardo Campos (7,7) e do governador da Bahia Jaques Wagner (6,6).
Segundo a pesquisa, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que também obteve média 6,3 ficou com o quarto lugar devido ao menor índice de popularidade se comparado a Pessuti, critério de desempate utilizado.
Na mesma pesquisa realizada em 2009, o ex-governador Roberto Requião ficou em quarto lugar.
Os dois principais candidatos ao governo do Paraná – Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB) – estão dedicando às primeiras semanas de campanha para rodar o Estado em busca do apoio dos prefeitos. Tanto a coligação do pedetista como a do tucano estimam que cerca de 60 dos 399 prefeitos ainda estejam indecisos.
No papel, os partidos da chapa encabeçada por Dias (PDT/PSC/PT/PMDB/PR/PC do B/PT do B) comandam 232 municípios. Do outro lado da trincheira, os 14 partidos aliados de Richa reúnem 153 prefeitos. Tudo isso em tese, já que na corrida eleitoral nem sempre a filiação partidária prevalece. Os dois lados trabalham para atrair administradores municipais do time adversário e as dissidências acontecem.
A direção estadual dos tucanos já chegou a recomendar ao prefeito de Chopinzinho, Vanderlei José Crestani (PSDB), que se afaste do partido durante a campanha. Crestani desagradou os correligionários ao formalizar apoio à candidatura de Osmar Dias.
Do outro lado, o prefeito de Castro e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Moacir Fadel, já anunciou que apoiará o ex-prefeito de Curitiba. Em São José dos Pinhais, o prefeito Ivan Rodrigues (PTB), apesar de seu partido integrar a coligação de Beto Richa, está na lista dos aliados de Osmar Dias. Em Tijucas do Sul, José Altair Moreira é do PP, que integra o time de Richa, mas também está trabalhando pelo senador pedetista. Já o prefeito de Almirante Tamandaré, Wilson Goinski, é do PMDB, que está coligado com o PDT, mas manifestou apoio ao candidato tucano ao governo. Já o prefeito de Goioerê e presidente da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam), Luiz Roberto Costa (DEM); e o prefeito de Quarto Centenário, Oswaldo Changai (PSB) estão com Osmar. A coligação do pedetista afirma que 21 dos 25 prefeitos da Comcam já aderiram ao projeto.
Essa “infidelidade” além de tornar a disputa incerta, ainda dá margens a todo tipo de avaliações distintas. O candidato a vice-governador, deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB), garante que o grupo já conta com o apoio de cerca de 300 prefeitos. “Nossa folga é muito grande. Nos últimos oito anos, os prefeitos foram apoiados por um governo estadual do PMDB e federal do PT. Eles sabem dos benefícios que receberam para seus municípios. Nossa aliança reúne hoje cerca de 300 prefeitos”, afirma.
O governador Orlando Pessuti participou de diversos eventos neste domingo (25), nas regiões Noroeste e Oeste do Estado. Dando sequência a uma vasta agenda de compromissos durante o fim de semana, Pessuti esteve em Toledo, Marechal Cândido Rondon e Cianorte, no sábado o governador esteve em Tuneiras do Oeste, Umuarama, Assis Chateaubriand e Cascavel.
Em Toledo, ao lado do candidato ao governo Osmar Dias (PDT), da candidata ao Senado Glei Hoffmmam (PT) e seu suplente Sergio Souza (PMDB), Pessuti participou de uma entrevista coletiva com jornalistas da região Oeste.Os principais temas abordados foram relativos a campanha eleitoral e ao apoio dado pelo governador a Coligação “A União Faz Um Novo Amanhã”. O governador explicou que abriu mão da disputa eleitoral deste ano para apoiar Dilma, Osmar e Gleisi, “em um projeto maior que será vitorioso. Não desistimos de nada, apenas abrimos espaço e caminharemos juntos para vencer as eleições”, disse.
Pessuti afirmou que em conversas com o senador Osmar Dias, desde o ano passado, deixou claro a situação que “seria preciso que caminhássemos juntos nestas eleições, pois se assim não fosse todos perderíamos. Felizmente houve esse entendimento e adiamos por mais um pouco o sonho de disputarmos a eleição para governador do Paraná”, enfatizou.
Em clima de muita cordialidade e bom humor, a coletiva demonstrou que Pessuti entrou de cabeça na eleição e numa brincadeira ocasionada por uma falha do locutor do evento, que chamou Osmar de pré-candidato ao governo, foi tema de um comentário bem humorado de Osmar Dias: “o pré-candidato ao governo aqui é o Pessutão, daqui a quatro anos”, o que arrancou risos e aplausos da platéia formada por lideranças, prefeitos e vereadores da região de Toledo.
Os dois principais candidatos ao governo do Paraná – Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) – ressuscitaram nos últimos dias um debate que havia ficado adormecido nos últimos anos no estado: a discussão sobre a validade de privatizar companhias públicas. Desde o fim do governo Jaime Lerner, em 2002, o tema havia ficado esquecido. O trauma pela tentativa frustrada de venda da Copel colocou fim a qualquer possibilidade de privatização por algum tempo. A eleição de Roberto Requião para os dois mandatos seguintes no governo terminou de enterrar o assunto.
Na semana passada, porém, o senador Osmar decidiu usar o medo de novas privatizações como arma contra Richa. Insinuou que um possível governo de Richa poderia resultar na venda de novas empresas. E prometeu que nunca tomaria atitude parecida. “Essa é uma diferença de posicionamento histórica entre nós dois”, disse Osmar, afirmando que Richa teria, como deputado estadual, sido favorável à privatização do Banestado, em 2000.
Richa reagiu imediatamente. Assegurou que não pretende vender nenhuma empresa pública paranaense: nem a Copel, nem a Sanepar, nem o Porto de Paranaguá. E, para se contrapor ao programa de Osmar, que fala em “fortalecer” as empresas públicas, disse que pretende tornar as companhias mais “eficientes”.
(Da Gazeta do Povo)

Pesquisa Vox Populi encomendada pelo jornal O Estado do Paraná mostra o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) nove pontos a frente do senador Osmar Dias (PDT) na corrida para o governo do Estado. O candidato da coligação Novo Paraná aparece com 44% das intenções de voto, contra 35% do candidato da chapa “A união faz um novo amanhã”. O candidato Paulo Salamuni (PV) aparece em terceiro lugar, com 1%. Os demais candidatos, Luiz Felipe Bergmann (Psol), Avanilson Araújo (PSTU), Amadeu Felipe (PCB) e Robinson Luiz Cordeiro de Paula (PRTB) não atingiram 1%. Quatro por cento dos entrevistados declararam que votarão em branco ou nulo e 16% disseram ainda estar indecisos. O Vox Populi ouviu 1.200 pessoas, em 49 cidades, entre os dias 14 e 17 de julho. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais.
A primeira série de pesquisas após a definição dos candidatos é, também, a primeira sem a presença do governador Orlando Pessuti (PMDB) como opção de voto para os entrevistados. Pessuti desistiu de ser candidato para apoiar Osmar Dias. Pelos números do Vox Populi os 10% de intenções de voto que Pessuti recebeu na pesquisa do instituto em maio foram divididos entre Beto e Osmar nessa primeira pesquisa. Há dois meses, o tucano liderava com 40%, contra 33% do pedetista e 10% do governador.
Os números do Vox Populi também mostram uma tendência de a eleição no Paraná para o governo do Estado ser decidida já no primeiro turno. Não pela vantagem do primeiro colocado para o segundo, mas pela ausência, por enquanto, de uma terceira força. Com o terceiro colocado, Paulo Salamuni, com apenas 1% das intenções de voto, o vencedor das disputa entre Beto e Osmar tem grandes chances de somar mais de 50% dos votos válidos. Hoje, descontando-se os votos brancos e nulos e os indecisos, Beto teria 55% dos votos válidos, Osmar, 43,75%, e Salamuni, 1,25%.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Segundo o Vox Populi, 27% dos entrevistados não votariam em Osmar Dias; 25%, em Salamuni; 24%, em Luiz Felipe Bergmann e 21%, em Beto Richa. A rejeição a Avanilson Araújo, Amadeu Felipe e Robinson de Paula é igual: 22%.
O índice de 16% de indecisos na pesquisa estimulada mostra que a dúvida e o desconhecimento sobre os candidatos ainda é grande, mesmo há 70 dias da eleição. Esse desconhecimento fica mais nítido na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são informados ao entrevistado. Sem as opções, 61% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. Vinte e dois por cento declararam voto em Beto e 12%, em Osmar. Os ex-governadores Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PSDB), mesmo não sendo candidatos, dividem o terceiro lugar da espontânea, com 1% da preferência do eleitor.
Ao dividir o eleitorado por região, o Vox Populi aponta o favoritismo de Beto na capital (onde vence por 60% a 22%) e mostra um surpreendente empate no interior (ambos somam 39%), onde a tendência seria de vantagem para o senador pedetista. O empate no interior pode já ser resultado das investidas que o tucano vem fazendo por todo o Estado desde que renunciou à prefeitura de Curitiba para disputar a eleição.
O Vox Populi também simulou um eventual segundo turno entre Beto e Osmar. O tucano venceria por 46% a 38%. Cinco por cento não votariam em nenhum deles e 11% não responderam. A pesquisa foi realizada em Curitiba (400 entrevistas), 11 municípios da Região Metropolitana (200 entrevistas) e 37 municípios do interior (600 entrevistas).
(De O Estado do Paraná)