Debate na Band TV: Candidatos trocam elogios e depois fazem provocações

27 de agosto de 2010

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O debate entre os candidatos ao Senado na noite de ontem na TV Bandeirantes foi marcado pelo “jogo de duplas” entre os principais concorrentes às duas vagas em jogo na eleição de outubro para o cargo. Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) de um lado, e Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP) de outro encabeçaram o duelo, que teve ainda como franco-atiradores Rubens Hering (PV) e Luiz Piva (PSol). Enquanto Requião e Gleisi se concentraram na defesa dos programas sociais dos governos federal e estadual, Fruet e Barros procuraram se vender como os candidatos da renovação.

O debate começou com os candidatos explicando porque querem ser senadores. “O Senado tem que sair do noticiário policial”, defendeu Fruet. “Quero ser o senador da família. Resgatar a autoridade dos pais sobre os filhos, dos professores sobre os alunos”, disse Barros.
Requião destacou que terminou seu governo com o Paraná “com o melhor ensino público e o melhor salário regional” do País. “Eu fico ouvindo parece que tem dois paraísos no mundo. O Paraná de Requião e a Curitiba do Beto Richa”, ironizou Luiz Piva. “Quero ser a primeira senadora do Paraná para ajudar a primeira presidente do Brasil”, disse Gleisi.

No segundo bloco, entidades fizeram perguntas aos candidatos. Questionado pela Fiep sobre o aumento da produção industrial, Barros defendeu investimentos em infra-estrutura, e criticou a administração do porto de Paranaguá. “A ineficiência do porto encarece a produção e nos tira competitividade”, disse. Perguntado sobre a dificuldade do avanço nas reformas, Rubens Hering vaticinou: “enquanto estivermos elegendo parlamentares descomprometidos com as reformas, reforma nenhuma será feita”.

Perguntado pela APP, Requião apontou que seu candidato ao governo, Osmar Dias (PDT), se comprometeu a transformar 30% da rede pública em escolas de tempo integral. Gleisi Hoffman se declarou contra a redução da maioridade penal. Já Luiz Piva defendeu: “deveríamos abolir a reeleição do vereador ao presidente da república”.

A partir do terceiro bloco, o debate esquentou um pouco mais quando os candidatos puderam passar a fazer perguntas entre si. Perguntado sobre a reforma política por Gleisi Hoffmann, Fruet disse ser favorável a limitação da reeleição. “Reeleição indefinida gera uma enorme acomodação”, atribuindo ao desinteresse da base do governo Lula o fracasso da reforma na Câmara.

Em seguida, Fruet confrontou Requião sobre as acusações entre ele e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, marido de Gleisi. “O Paulo Bernardo e eu temos uma divergência em relação ao preço de uma ferrovia. Essa questão está sendo discutida em juízo”, desconversou o peemedebista. “Isso mostra o que está em jogo nessa eleição. É possível ter firmeza de posição sem pedir para a ofensa pessoal. O Paraná perdeu muito nos últimos anos, por vezes em conflitos pessoais”, apontou o candidato do PSDB. “A dívida do Banestado foi em função de uma venda desastrada que teve o apoio do grupo político do qual faz parte hoje o candidato ao Senado Gustavo Fruet”, respondeu Requião.

Barros questionou Requião sobre os problemas na segurança pública. “Peguei uma polícia sucateada em função dos maus governos que vocês fizeram antes de mim”, devolveu o ex-governador.

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