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A três dias da ida às urnas, cenário da disputa permanece estável na medição diária realizada pelo instituto
Faltando apenas três dias para as eleições, o cenário da disputa presidencial permanece estável, dando à candidata do PT, Dilma Rousseff, 55% dos votos válidos no tracking Vox Populi/Band/iG. A conta, que exclui os votos nulos e em branco, mantém a perspectiva de uma vitória da petista ainda no primeiro 1°turno, segundo o Vox Populi. Se a eleição fosse hoje, o tucano José Serra teria 29% dos votos válidos e a candidata do PV, Marina Silva, 13%.
Para vencer no primeiro turno, a candidata do PT precisa obter 50% dos votos válidos mais um.
Quando é analisado o total de intenções de voto, Dilma continua com 49%, mesmo patamar registrado nos últimos cinco dias. O candidato do PSDB, José Serra, aparece na segunda colocação, mantendo 26% da preferência do eleitorado, mesmo índice registrado na medição de ontem.
Marina também continuou com 12% das intenções de voto na medição de hoje, mesmo patamar do dia anterior. Os outros candidatos, juntos, alcançaram 1% dos entrevistados pelo instituto. Ainda segundo o Vox Populi, 4% dos entrevistados pretendem votar em branco no próximo domingo e 8% se declaram indecisos.
Cenário regional
No atual cenário, Dilma mantém dez pontos de vantagem em relação à soma de todos os adversários. O melhor cenário para a candidata petista é o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências – contra 18% de Serra e 7% de Marina.
No Sudeste, onde Dilma chegou a ter 48% das intenções de voto há dez dias, o índice chega agora a 42%. Ela oscilou um ponto percentual positivo em relação a ontem, tirando um ponto da candidata do PV, Marina Silva, que oscilou de 16% para 15%.
O maior avanço de Dilma na comparação com a medição de ontem foi no Sul, onde ela passou de 46% para 49%, oscilando além da margem de erro. Nessa mesma região Serra passou de 36% para 32% e Marina se manteve com 6%.
O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quarta-feira (29), três dias antes da eleição, a exigência de que o eleitor apresente, no momento do voto, o título de eleitor e um documento com foto.
Por 8 votos a 2, os ministros entenderam que o cidadão será obrigado a levar apenas um documento oficial que comprove sua identidade.
Começou a circular nesta quinta-feira (30), em São José dos Pinhais, o primeiro táxi elétrico do Brasil. O veículo atenderá os usuários do Aeroporto Afonso Pena, onde a Copel instalou o primeiro ponto de recarga para automóveis elétricos, chamado de eletroposto.
“Mais uma vez, o Paraná sai na frente. Esse veículo elétrico é o primeiro de uma frota limpa. Lançamos aqui uma tendência que, esperamos que dentro em breve, se estenderá a ônibus, vans e carros de passeio”, disse o governador Orlando Pessuti.
O veículo elétrico que passa a ser testado como táxi é um projeto que envolve estudos conjuntos da Copel, Itaipu Binacional e Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec).
Com as baterias totalmente carregadas, o automóvel possui autonomia para rodar 150 quilômetros. São necessárias oito horas para a recarga total, mas o eletroposto da Copel também permite cargas rápidas, realizadas em 30 minutos. Um dos objetivos dos testes é desenvolver tecnologia para que o tempo de recarga total não ultrapasse cinco minutos.
Ainda não há custos definidos para a energia disponível no eletroposto, mas estima-se que a carga cheia custe entre R$ 5 e R$ 8. Para a recarga do veículo, o motorista usa um cartão pré-pago desenvolvido pelo Lactec, que libera o crédito para a energia. “Logo, o motorista poderá o abastecer o automóvel com energia, e o débito será lançado na conta mensal da Copel”, adiantou Pessuti.
Petista tem 52% dos votos válidos, mas dentro da margem de erro da pesquisa, não se pode assegurar que não haverá segundo turno
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (30) mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 47% das intenções de voto. O candidato do PSDB, José Serra, aparece com 28%, e Marina Silva, do PV, tem 14%, segundo o levantamento, encomendado pela TV Globo em parceria com o jornal “Folha de S.Paulo”.
Em relação à pesquisa anterior, realizada na segunda-feira (27), Dilma oscilou um ponto para cima; Serra e Marina mantiveram os percentuais registrados anteriormente.
Considerando a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma pode ter de 45% a 49%, Serra, de 26% a 30%, e Marina, de 12% a 16%.
De acordo com a pesquisa, brancos e nulos somaram 3%, e indecisos, 6%.
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) obteve 1%.
Dentre os outros candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Rui Costa Pimenta ( PCO) e Zé Maria (PSTU) –, nenhum atingiu 1% das intenções de voto, mas juntos eles alcançaram 1%.
Considerando os votos válidos, em que se exclui os votos em branco e nulos, Dilma oscilou de 51% para 52%. Com a margem de erro, ela pode ter entre 50% e 54%.
Segundo o Datafolha, como o resultado obtido pela petista está no limite da margem de erro da pesquisa, seria impossível afirmar com certeza que a candidata seria eleita no primeiro turno, caso a eleição fosse agora. Para vencer no primeiro turno, Dilma precisa de 50% mais um dos votos válidos.
Para o Datafolha, a oscilação positiva de Dilma se deu por conta da evolução da petista no Sul e no Sudeste.
Nos votos válidos, Serra obtém 31%, Marina, 15%, e Plínio, 1%.
Foram realizadas 13.195 entrevistas em 480 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 33119/2010.
Na simulação de segundo turno feita pelo Datafolha, Dilma aparece com 53% (de 51% a 55%, considerando a margem de erro), e Serra, com 39% (37% a 41%). Brancos e nulos totalizam 5%, e 3% dizem não saber em quem votar.
Osmar diz que campanha explicitou “diferenças”; Richa prega “diálogo” e “integração”
No último programa da campanha para o primeiro turno da eleição de 2010, os dois principais candidatos ao governo do Estado, Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB) investiram em discursos emotivos na disputa pelos últimos eleitores indecisos. Tanto Osmar quanto Richa ocuparam boa parte de seus espaços para um depoimento final que reforçasse os temas levantados por eles durante a campanha.
O pedetista destacou a força de sua aliança reunindo o presidente Lula, a presidenciável Dilma Rousseff, além dos candidatos ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), como garantia de avanço nos programas sociais voltados à população mais carente, e ao desenvolvimento econômico do Estado. Já Richa apelou novamente para a memória do pai, o ex-governador José Richa, apontando ainda como inspiração a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
Primeiro a ocupar o horário eleitoral da noite, Osmar admitiu que durante a campanha “algumas vezes o debate ficou mais aceso”, mas lembrou ter sempre procurado manter um “tom respeitoso”.
“Nesta reta final, um candidato vendo a derrota se aproximar, partiu para a mentira e as ofensas pessoais”, disse. “Mas ele não percebe que com isso acaba desrespeitando todos os paranaenses”, afirmou, para em seguida avaliar que o confronto com Richa permitiu que ficassem “claras as diferenças”.
Osmar afirmou ter respondido os ataques do adversário com propostas e projetos “inteiramente voltados para as classes menos favorecidas”. E defendeu o equilíbrio como comportamento político. “A administração do Estado não é uma batalha de palavras”, disse. No final do depoimento, o pedetista elevou o tom emocional, fazendo um apelo direto ao eleitor. “Vote sem ódio, vote sem medo, vote com o coração”, pediu. O depoimento foi finalizado com a “invasão” de apoiadores, aliados, militantes e colaboradores da campanha no estúdio onde Osmar gravava a fala.
Beto Richa abriu o programa apresentando um resumo das promessas feitas durante a campanha. Entre elas, “políticas para impedir a invasão de terras”, e “o fim do ICMS sobre óleo diesel dos ônibus”. Em seguida, iniciou também um depoimento afirmando querer falar “de um gigante chamado Paraná”. “A grande responsabilidade de quem quer governar o Estado é abrir oportunidades”, disse, para referi-se na sequência a Zilda Arns e José Richa.
Mirando o adversário e seus apoiadores, Richa prometeu substituir as “falsas promessas por conversas francas e sinceras”. E acenou ainda com “o mesmo diálogo que tantos frutos gerou em Curitiba”. Afirmou que o Paraná precisa de “diálogo e integração”, e que chegou a hora dos paranaenses olharem para o futuro.
Entre os demais candidatos, Paulo Salamuni (PV) repetiu programa sobre o risco do aquecimento global e depoimento da presidenciável Marina Silva pedindo voto para ele. Avanilson Araújo (PSTU afirmou que Richa e Osmar são representantes dos latifundiários e grandes empresários, e “não vão governar para os trabalhadores”. Luiz Felipe Bergmann (PSol) disse ter apresentado um projeto voltado “para a periferia e para os excluídos”. E apareceu em discurso nas ruas afirmando ter conseguido “desmascarar a farsa que são o Beto Richa e Osmar Dias”, e que “o caubói o playboy são farinha do mesmo saco”.
O engessamento provocado pelo excesso de regras não impediu que o último debate antes da eleição para o governo fosse marcado por intensa troca de farpas e acusações pelos dois principais candidatos, Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB), reproduzindo a tensão já verificada na reta final da campanha. Durante todo o confronto – que teve ainda a participação dos coadjuvantes Paulo Salamuni (PV) e Luiz Felipe Bergmann (PSol) – Osmar e Richa reafirmaram cobranças e questionamentos entre si, na tentativa de convencer os eleitores indecisos.
O debate começou morno, pois no primeiro bloco a escolha de quem ia perguntar e o tema foi feito por sorteio. Mas já na segunda rodada, Richa teve a oportunidade de dirigir diretamente pergunta a Osmar sobre geração de empregos. O candidato do PDT respondeu lembrando que o governo Lula, que o apoia, gerou 15 milhões de empregos, enquanto o governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB de Richa teria “proibido a abertura de escolas técnicas profissionalizantes”.
Richa rebateu atacando a suposta dependência de Osmar em relação a Lula. “Se apegar presidente é muito fácil. O paranaense quer saber das ideias próprias”, disse, para em seguida voltar a lançar a acusação, já usada nos debates anteriores, de que o pedetista teria sido autor de projetos que tiravam direitos dos trabalhadores. “Quanta lorota. Apresentei o projeto sobre o FGTS no governo FHC, quando o desemprego era altíssimo. As centrais sindicais me procuraram e eu retirei. Tanto que todas estão me apoiando”, reagiu Osmar.
O candidato do PDT lembrou ainda que Richa mais uma vez estaria lançando uma acusação falsa contra ele. “Tanto é mentira que ele foi punido pela Justiça e perdeu todo o seu tempo (nas inserções da propaganda eleitoral)”, disse. O tucano pediu direito de resposta, mas o pedido foi rejeitado.
Na rodada seguinte, Osmar usou pergunta sobre o inchaço populacional da Região Metropolitana de Curitiba para levantar a questão do problema da destinação do lixo da Capital. “O ex-prefeito não resolveu o problema do lixo, do transporte coletivo”, disse. “Vou ajudar prefeito de Curitiba, que era o vice, com quatro usinas de reciclagem. Não pode ficar assim indefinidamente”, prometeu. “E vou ajudar a resolver a questão da Linha Verde, construindo as trincheiras e chegando até o Atuba. Porque foi o dinheiro todo e ficou pela metade”, afirmou.
O confronto voltou a “esquentar” no início do segundo bloco, com tema livre, quando Osmar cobrou Richa por ter deixado a prefeitura após um ano e três meses do segundo mandato, lembrando dos compromissos assumidos na campanha, como a construção do metrô, a conclusão da Linha Verde e o fim do déficit de vagas em creches. “Sempre atendi chamamentos populares, sempre fui aclamado. As pesquisas mostraram que 80% dos curitibanos pediram que eu fosse candidato”, afirmou, devolvendo o questionamento ao dizer que em 2006, caso eleito governador, Osmar também teria que renunciar ao mandato de senador. Sobre as promessas, foi evasivo: “O metrô é um projeto de longo prazo. Já iniciou o processo, as tratativas”, desconversou.
O candidato do PDT lembrou que Richa assumiu publicamente o compromisso de cumprir os quatro anos de segundo mandato na prefeitura. “O Ministério Público diz que faltam cinquenta mil vagas em creches”, apontou, lembrando ainda que a prefeitura teria ainda perdido recursos federais para a profissionalização de jovens por não ter feito a licitação à tempo. O tucano devolveu alegando que o secretário municipal do Trabalho na época era o vereador Jorge Bernardi, do partido de Osmar.
Ainda no segundo bloco, o pedetista aproveitou pergunta de Bergmann para ironizar as justificativas de Richa para deixar a prefeitura. “Essa pesquisa que 80% queriam que você saísse candidato, espero que seja uma pesquisa censurada, porque eu não vi”, disse. E comparou Richa ao técnico de futebol, Wanderlei Luxemburgo, demitido recentemente do Atlético Mineiro. “Tem candidato que é igual ele, quando dá certo é o prefeito que fez, quando não, a culpa é de outro”, afirmou.
Petista aparece com mesmo índice pelo terceiro dia consecutivo; Serra oscilou para 25% e Marina para 12%
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece, pelo terceiro dia consecutivo, com 49% das intenções de voto no tracking Vox Populi/Band/iG publicado nesta terça-feira. José Serra (PSDB), segundo colocado, oscilou um ponto para cima e agora tem 25%. Já a presidenciável do PV, Marina Silva, que um dia antes contava com 13%, agora soma 12% – o que interrompe uma sequência de três dias consecutivos de crescimento. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
Apoiada pela alta popularidade do presidente Lula na região, Dilma tem o melhor desempenho entre eleitores do Nordeste: 65%. Na região, no entanto, a ex-ministra da Casa Civil já contou com até 73% das preferências. Na mesma região, Serra teria hoje 15% dos votos, de acordo com a projeção, e Marina, 7%.
Dilma ainda lidera em todas as regiões, mas encontra seu pior cenário no Sudeste, onde ela conta com 42% das intenções de voto – contra 27% de Serra e 16% de Marina. Já o candidato tucano tem mais votos no Sul (34%), contra 45% de Dilma no local.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, a petista aparece à frente, com 43% das citações (um ponto a mais que na pesquisa anterior); Serra tem 22% e Marina, 9%. O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) ocupou a tribuna na tarde desta terça-feira (28) para esclarecer por que declarou que votará em seu irmão, Osmar Dias (PDT), para o governo do Paraná, embora seu partido tenha candidato próprio, Beto Richa.
De acordo com ele, que declarou viver uma situação inédita em sua trajetória política, a ideia inicial era adotar uma postura neutra, que representasse “respeito ao partido e respeito à família”. Porém, na última semana, segundo Alvaro Dias, o candidato do PSDB passou a atacar o adversário de forma “fortuita, desnecessária, improcedente e desonesta”.
- Eu não poderia ouvir agressões despropositadas assacadas contra um irmão sem defendê-lo. A indagação que faço é: ‘Teria eu autoridade moral e política para defender quem quer que seja se não defendo o próprio irmão?’ É evidente que não – disse.
Ele ressaltou que anunciou, sim, “o voto do ser humano, não do político que milita partidariamente e que tem obrigações partidárias”. Porém, ressalvou que sabe que a opção que faz é “a melhor para o Paraná”.
- Não tenho nenhuma dúvida de que a escolha é a mais adequada por conhecer os dois candidatos, por conhecer a proposta de cada um, por conhecer o modelo de gestão que cada um pode oferecer ao Estado e, sobretudo, por conhecer o modelo e o perfil de caráter e personalidade que cada um pode ostentar diante do povo do Paraná. Não tenho nenhuma dúvida de que essa é a melhor opção – disse.
Aqui você vai aprender a sequência correta de votação e a quantidade de dígitos para cada cargo no qual vai votar.
Você vota primeiro em DEPUTADO ESTADUAL. Para esse cargo são cinco dígitos. Após conferir o nome, a foto e o número do candidato, pressione “confirma” ou “corrige”. A urna irá emitir um sinal sonoro quando o voto for confirmado.
O segundo voto é para DEPUTADO FEDERAL. Agora são quatro dígitos. Proceda da mesma maneira para confirmar ou corrigir. A urna irá emitir um sinal sonoro quando o voto for confirmado.
O terceiro e o quarto votos são para as duas vagas a SENADOR. São três dígitos. A novidade é que agora, ao digitar o número, aparecerão também as fotos e os dados dos suplentes. Atenção! Você deve votar em dois candidatos diferentes. A urna irá emitir um sinal sonoro quando o voto for confirmado.
O quinto voto é para GOVERNADOR. Ao digitar o número do seu candidato, a tela mostrará também os dados e a foto do candidato a vice na mesma chapa. Lembre-se: agora são somente dois dígitos. A urna irá emitir um sinal sonoro quando o voto for confirmado.
Por último, o voto é para PRESIDENTE. Também são dois dígitos e, da mesma forma, ao digitá-los aparecerão a imagem e os dados do candidato a vice. A urna irá emitir um sinal sonoro quando o voto for confirmado. A votação está concluída. A urna emitirá um sinal sonoro mais longo e a tela exibirá a mensagem “FIM”.
Fonte: TSE
A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.
Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.
Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% _e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral.
Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%.
Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16%, ante os 14% que tinha na última pesquisa, realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.
Houve queda ou oscilação negativa para a candidata escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade.
Uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda.
Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro. Foi quando o escândalo envolvendo tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra.
De lá para cá, o total das inteções de voto em Dilma caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.
Considerando somente os votos válidos, a diferença entre Dilma e os demais candidatos despencou de 14 pontos há duas semanas para dois pontos agora.
A pesquisa mostra também que houve forte “desembarque” da candidatura Dilma entre as mulheres (queda de 47% para 42%) e entre os eleitores mais escolarizados, com curso superior.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto. Agora, tem 52%. Serra, que antes tinha 38%, agora tem 39%.
No calor da campanha, Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB) se enfrentam hoje em um debate decisivo para os candidatos ao governo do Estado. Guerra de ações judiciais para suspender tempo de televisão, pedidos de direito de resposta, cassação de inserções com acusações, apreensão de material apócrifo de campanha são algumas das ações que ficaram evidenciadas nas vésperas das eleições, que ocorrem no próximo domingo.
A tensão entre os principais candidatos é tanta que até mesmo cabos eleitorais se enfrentaram em Maringá para defender seus candidatos e acabaram tendo que responder termos circunstanciados na Polícia Civil. “É natural que neste momento os ânimos fiquem mais acirrados, até mesmo porque não temos tido pesquisas eleitorais e a situação parece indefinida para os olhos da população”, avaliou ontem Ricardo Oliveira, cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O debate começa às 22 horas, na Rede Paranaense de Comunicação (RPCTV). Os quatro candidatos que tem partidos que os apoiam com representatividade no Congresso Nacional debaterão por uma hora e meia os assuntos de interesse do eleitorado paranaense: Beto, Osmar, Paulo Salamuni (PV) e Luiz Felipe Bergmann (PSol). Richa muito provavelmente será questionado por usar em seu programa eleitoral peças sem qualquer identificação, com ataques contra Osmar Dias na reta final da campanha.
Também terá que explicar os pedidos de impugnação que impediram a divulgação das pesquisas de intenção de voto no Paraná, apesar terem a mesma metodologia padrão em todo o Brasil. “A pesquisa que eu confio mesmo é a do dia 3, quando teremos a confirmação de que conquistamos a oportunidade de governador para os trabalhadores e para aqueles que mais precisam da ajuda do governo”, comentou Osmar.
Este será o quarto e último debate antes das eleições. Os candidatos passaram ontem o dia com poucos compromissos para se dedicarem ao estudo de assuntos importantes que poderão ser abordados hoje. O suposto uso de servidores públicos estaduais e municipais nas campanhas de Osmar e Beto deve ser abordado no encontro de hoje por Bergmann e Salamuni, que prometem dar uma atenção diferente às perguntas que serão trocadas entre os candidatos. No último encontro entre os quatro, na RICTV, nenhum dos dois candidatos que menos pontuam nas pesquisas de opinião conseguiu um bom resultado no enfrentamento com Beto e Osmar. “Este será o momento que o eleitor fica esperando. O debate de hoje e o programa eleitoral até quinta-feira prometem ter a audiência do empresário até o trabalhador. É a hora em que o indeciso começa a planejar o seu voto, define o seu voto”, estabeleceu Oliveira.
Formato
O debate de hoje na RPC será mediado pela jornalista Sandra Annemberg e será dividido em cinco blocos. Cada bloco terá duração de 20 minutos. Os pedidos de resposta serão analisados por uma comissão interna da RPCTV que definirá se concederá ou não o tempo (apenas em casos de injúrias e calúnias). No primeiro e no terceiro bloco, os candidatos responderão perguntas com temas pré-determinados. No segundo e quarto blocos, o tema será livre e quem abre a rodada (mediante sorteio) escolhe um candidato para responder.
Dilma segue com 49% das intenções de voto, apontadas no tracking anterior, mas venceria no 1º turno; Serra mantém os 24%
Na reta final da campanha, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, alcançou, pela primeira vez desde o início do mês, 13% das intenções de voto no tracking Vox Populi/Band/iG divulgado nesta segunda-feira. O resultado confirma o movimento ascendente da candidata verde desde a semana passada, quando ela ultrapassou a marca de dois dígitos das preferências na medição (um dia antes, Marina tinha 12%).
Dilma Rousseff (PT), com 49%, e José Serra (PSDB), com 24%, mantiveram os índices apurados no dia anterior. Foi o segundo dia seguido que a candidata petista ficou abaixo dos 50% das preferências. Mesmo assim, ela venceria a disputa logo no primeiro turno. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
Segundo o tracking, a queda nas intenções de voto para a ex-ministra da Casa Civil foi mais acentuada no Sudeste, onde ela conta hoje com 42% das preferências – eram 47% há menos de dez dias. Ao mesmo tempo, Marina saiu de 11% das intenções de voto no Sudeste e hoje tem 17%. Marina também chega a 17% das preferências entre eleitores do Norte e Centro Oeste.
A melhor avaliação de Dilma ainda é no Nordeste, onde a petista conta com 66% das preferências. O índice, no entanto, já foi de 73% (no último dia 11) na região.
O melhor cenário para o candidato tucano é no Sul, onde ele tem 30% das intenções de voto. Já no Nordeste, Serra tem 17% – seu pior desempenho entre as regiões.
De acordo com o tracking, 10% dos eleitores ainda não sabem ou não responderam em quem pretendem votar no próximo dia 3. Brancos e nulos somam 3%.
A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas presenciais em todas as regiões do País, numa amostra consolidada com 2000 pessoas. O levantamento foi registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº 27.428/10.
Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado, Dilma tem a dianteira, com 42% das citações, seguida por Serra (21%), Marina (10%) e o presidente Lula, que ainda é citado por 2% dos eleitores. Nessa pesquisa o índice de eleitores indecisos chega a 20%.
Faltam seis dias para as eleições e as campanhas dos principais candidatos ao governo do Estado precisam acelerar as estratégias políticas para garantir a vitória no primeiro turno. Num “apagão de pesquisas”, já que todas as pesquisas foram impugnadas pela Justiça Eleitoral depois de pedidos da Coligação de apoio a Beto Richa (PSDB), o eleitor paranaense chega à última semana de campanha sem poder saber ao certo quem está na frente na disputa entre o tucano e o candidato do PDT, Osmar Dias.
Nesse cenário de indefinição, o desempenho dos candidatos nos debates e nas aparições dos últimos programas eleitorais gratuitos de rádio e de televisão serão decisivos. Tanto Beto, quanto Osmar Dias (PDT) tem apenas mais dois programas eleitorais (em dois horários diferentes) de televisão para convencer o eleitor indeciso: hoje e quarta-feira.
Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participaram na noite deste domingo (26) de debate promovido pela TV Record.
O debate teve quatro blocos. No primeiro bloco, os candidatos se apresentaram e fizeram perguntas entre si. As respostas eram comentadas por outro candidato, com réplica e tréplica. No segundo bloco, jornalistas fizeram questões aos candidatos, com comentários de outro candidato e direito a réplica e tréplica.
No terceiro bloco do encontro, houve duas rodadas de perguntas entre os candidatos, também com réplica e tréplica. No último bloco, cada candidato teve dois minutos para considerações finais.
Temas e embates
O debate, que durou cerca de duas horas, abordou os seguintes temas: política externa, emprego, corrupção, exclusão social, programas ProUni (Programa Universidade para Todos) e Reuni (Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), gestão pública, agências reguladoras, papel de Fernando Henrique Cardoso na campanha de José Serra, moradia popular, mensalão do PT e do DEM-DF, capacidade administrativa, “tática do medo” na campanha, impactos ambientais de obras do Plano de Aceleração do Crescimento, cobertura das eleições pela imprensa, educação em São Paulo, políticas antidrogas, salário mínimo, analfabetismo, ensino técnico, capitalização da Petrobras e impostos.
Logo no primeiro bloco, a crise na Casa Civil que resultou na demissão da ex-ministra Erenice Guerra opôs Plínio a Dilma. Para o candidato do PSOL, o episódio mostrou que a petista é “conivente ou incompetente”. “Você tem competência para escolher ou vai escolher outras Erenices por aí?”, questionou. Dilma defendeu apuração do caso e da quebra de sigilo fiscal de tucanos. “Até o momento em que for eleita, se o governo não concluir a apuração da Receita e da Casa Civil, te asseguro que irei investigá-lo até o fim”, disse a petista.
O tema políticas sociais expôs divergências entre Serra e Marina. A candidata do PV o questionou sobre exclusão e disse que a gestão tucana em SP cortou recursos da área social. “As promessas que estão sendo feitas [por Serra] não encontram respaldo na realidade”, afirmou. Serra disse que irá “fortalecer” o Bolsa Família, que classificou como “junção de bolsas criadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso”. Negou corte na área social em SP e afirmou que o setor inclui outras áreas, como saúde e educação.
Serra criticou loteamento político de agências reguladoras como Anvisa (vigilância sanitária) e ANS (planos de saúde) em questionamento a Dilma. A petista disse defender a meritocracia no serviço público e rebateu citando precarização do trabalho na educação em São Paulo e o racionamento de energia de 2001/02. “Quarenta e dois por cento das professoras do estado mais rico do país tinham vínculos precários, foi feito concurso e houve reprovação muito grande. Nao acho isso eficiente”, disse Dilma. O tucano disse que informações de Dilma sobre SP são “sistematicamente erradas”. Afirmou que a Anvisa foi “totalmente loteada”. “O tempo de aprovação de um genérico [pela Anvisa] triplicou.”
Ao comentar questão proposta por jornalista sobre a capacidade de gestão de Marina, Plínio disse faltar “coragem” à candidata do PV para “enfrentar interesses poderosos”. “Engoliu [durante gestão no ministério do Meio Ambiente] transgênicos, transposição do São Francisco, as florestas. Como é que vem a agora dizer que vai enfrentar poderosissímos interesses?”, questionou. Marina citou números (725 presos por crimes ambientais, 1.500 empresas irregulares fechadas e 36 mil áreas de grilagem inibidas) para defender sua gestão. “Isso é uma questão de compromisso.[...] Isso eu estou perfeitamente preparada para fazer”, afirmou.
Considerações finais
Marina Silva afirmou que há “pessoas no PT e no PSDB” que estão preocupadas com, respectivamente, as “alianças da Dilma” e o “promessômetro” do Serra. “Se querem uma mulher no segundo turno, vamos fazer justiça e colocar as duas no segundo turno”, disse.
Plínio Sampaio pediu votos em candidatos do PSOL e para si. Prometeu desapropriar grandes fazendas, combater violência com “civilidade” e tornar saúde e educação “totalmente públicas” no país. “Não vote em mim pelo meu passado, mas pelo meu futuro”, afirmou.
Dilma Rousseff afirmou representar o “projeto de transformação que mudou o Brasil de forma real e concreta”. Citou números de mobilidade social no governo Lula e afirmou que o país passou a “não excluir ninguém”. “Demos autoestima e orgulho para os brasileiros”, disse.
José Serra afirmou que a eleição do próximo domingo decidirá “quem vai para o segundo turno”. Citou sua biografia e pediu que seu eleitor tente conquistar mais um voto. “Ofereço a minha experiência e a minha vida limpa, íntegra, dedicada ao nosso povo”, afirmou.
Do G1
Presidenciavel petista fica abaixo de 50% mas ainda vence no primeiro turno; Serra sobe para 24% e Marina para 12%
Pela primeira vez, desde o início da pesquisa Tracking Vox Populi/Band/iG no começo do mês, a candidata do PT, Dilma Rousseff, ficou abaixo da casa dos 50% nas intenções de voto. A presidenciável petista recuou de 50% para 49%, enquanto o candidato tucano, José Serra, subiu de 23% para 24% e a presidenciável do PV, Marina Silva, passou de 11% para 12%, chegando a essa pontuação pela primeira vez.
Com isso, a diferença entre os votos em Dilma e a soma dos demais candidatos (contando com 1% atribuído a “outros”) caiu de 15 para 12 pontos percentuais, reduzindo a vantagem da petista de se eleger no primeiro turno.
O Tracking Vox Populi/Band/iG também mostra que 11% estão indecisos e 3% votam em branco ou nulo.
Espontânea
Na consulta espontânea, quando a lista com os nomes dos candidatos não é apresentada ao entrevistado, Dilma oscilou negativamente de 43% para 42%, Serra manteve-se estável em 20% e Marina avançou de 9% para 10%.
O Tracking Vox Populi/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.